sexta-feira, 22 de julho de 2016

Como me reencontrar?

Vou começar por onde eu me encontrei pela primeira vez, aos 12 anos de idade, escrevendo poesia na sala de jantar.

Um sonho antigo - ter um livro publicado. E livro é assim - Você publica alguns exemplares, se acha o máximo, mas aquilo não sai mais da prateleira da sua irmã e de alguns amigos pingados... Preparada pra isso. Não me importo. O compromisso será comigo. Então, farei parceria com algum desenhista (ou não, porque daí vai dar mais trabalho, né.) e levarei rascunho para a gráfica. Fim de papo.

O livro será de contos práticos, a maioria com bom humor e etecétera. A intenção é divertir. Não quero fazer ninguém chorar, Tinha textos muito tristes e bem escritos, mas estes estão fora de cogitação.


Bom uma ova.

Me disseram que era bom.
Uma ova.
Fui lá. Vi que não era. Quando quis voltar, já não lembrava mais o caminho de volta.
Senti-me como uma senhorinha com Alzheimer no meio do Labirinto.

Ainda estou lá. E eu aqui - Esperando-me eternamente.

Sei que sou meio doida e uma hora destruo todas essas paredes e, consequentemente, os caminhos por elas determinados.

Já fiz mil cálculos e desenhei mentalmente alguns planos de fuga. Mas, como faz tempo que não me encontro, não sei mais como estou deveras.

Sinto meu SuperID inflado e meu ID pequenininho. Talvez se eu fosse mais corajosa... Talvez se eu fosse atrás de mim (com afinco!)... Poderia ser uma grande aventura... Como quando se faz um mochilão sem muita grana, sem muitos recursos...

É. Vamos lá. Pelo menos, pode ser divertido.

Agora o leitor deve estar a se perguntar do que eu falava na primeira linha. O leitor vai se dar conta ao longo dos vários textos.

Iniciarei uma busca incessante por mim a partir de agora e isso pode ser uma grande aventura (só espero que não seja mais um daqueles meus episódios de hipomania)

Hasta luego.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Discurso da saudade (Ubinzal e Abaixadinho)

Segredo mesmo. Não sabia que aquilo aconteceria tão rápido. O hábito de estar ali todas as terças-feiras fez com que eu esquecesse do que me esperava. Eu chegava lá, depois de uma longa viagem, sentava, trabalhava - às vezes, com calma, às vezes, depressa. Mas a cada semana, ia encontrando um olhar novo, um sorriso, uma lágrima, um repentino aperto de mãos. E as repetidas faces que ali adentravam e me encaravam, com suas falas prontas e aparentemente ensaiadas, tornaram-se permanentemente familiares. E aquele processo inteiro de ir, viajar um caminho longo, sentar-me na cadeira, ligar o ventilador barulhento, e revisitar aqueles rostos continuamente com seus sofrimentos constantes, fazia com que eu voltasse para casa com a sensação de ter levado sempre um retalho costurado à minha alma. E, assim, ao longo de meses, foram vários retalhos que se costuraram à minha alma. A partir daí, eu já conhecia a mágoa e a alegria de mauitos. Por mais que não fosse vizinha, parente ou agregada, a sensação era a de ser... Uma vizinha que morava longe. Como eram poucos, por mais displicente que eu pudesse ser, a lembrança de suas fisionomias, suas vozes, suas histórias, suas gargalhadas entremeadas por dores, ficavam presas em meus pensamentos nas viagens de retorno. Foi quando o suposto fim [porque tudo finda] começou a tornar-se doloroso para mim. Doloroso porque me apeguei a eles de maneira que nunca imaginei, em pouco mais de um ano. Doloroso porque esse processo de afeiçoamento foi tão sutil, que não deixou que eu o percebesse a tempo de esquivar-me. Não é que alguém tivesse demonstrado tão explicitamente que simpatizava comigo, mas as suas constantes presenças, com sua simplicidade e sua afabilidade fizeram com que eu simpatizasse com eles.

Vanessa L

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Quem realmente somos

Vamos esvaziar um pouquinho a mente das coisas superficiais e tentar pensar em quem realmente somos?

Talvez, se não chegarmos a ponto nenhum, a resposta alguma, talvez nos saciemos com aquela sensação de completude, quando não nos contorcemos com a obrigação de ser alguém e, sendo, a de fazer algo imposto por outrem.

Por que ser?
Por que ter?
Por que fazer?

Não.
Não há necessidade de nada.
De nada - a não ser de si mesmo. E pronto. Simples.
Cada dia um conto. Cada dia um processo, que finda quando o sono chega e os olhos cerram.

Gosto de ser quem sou. Tenho sensibilidade para ser quem sou. Os outros é que não têm.

Por ser médica, as pessoas que me contemplam (meus expectadores) esperam de mim uma postura similar a dos médicos que essas mesmas pessoas já conhecem. Essas pessoas esperam que um médico, aliás, um bom médico, seja bem vestido, tenha um I phone de última geração, tenha um toyota corolla, tenha um bom discurso, tenha os cabelos bem cuidados, etecétera.

Fujo disso - eu acho.
Mas vamos lá.
Deixo que me critiquem porque eu tenho um carro básico. Deixo que me critiquem porque meu celular não é um Iphone. Deixo que me critiquem porque não me visto como uma pavoa, tampouco falo como uma lady. Talvez eu esteja mais pra Lady Gaga...Enfim...

Ciente disso.

Meu foco é aliviar o sofrimento alheio. E faço isso com todo o meu coração. Ponto.

Vanessa L

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Fabíola

Hoje eu lembrei que foi por pouco que não te telefonei no teu aniversário.

Minha para sempre amiga,

Hoje fui assaltada por pensamentos da nossa infância. Graças a Deus tu estavas presente em todas as fases. Graças a Deus tu permaneceste. Estás distante apenas fisicamente. Sinto saudade das nossas bobagens, das nossas conversas longas. Faz tempo que não encontro tempo para isso. Simplesmente estamos cheias de afazeres, e agora somos daqueles adultos que vivem para resolver coisas. E o tempo simplesmente passa... É, "fia"....Não é tão simples. Acho que é porque complicamos tudo sempre...

Dos pensamentos. Um deles foi  a sensação boa de ter encontrado uma amiga, ainda quando éramos pequenas gordinhas fofinhas (agora somos só gordas). A alegria das nossas conversas. A alegria nas nossas risadas. Crises de risadas. Os nossos telefonemas de horas, quando os telefones ainda eram daqueles com fio enroladinho. A tua casa, que sempre foi tão boa de visitar. Nossas confidências. Saudade, amiga. Saudade mesmo. Queria ter estado aí contigo no dia do teu aniversário. Queria poder te dar um abraço. Queria passar a madrugada falando besteira contigo, como fazíamos antes. Tu és a alma irmã. Obrigada por existir. Amo-te. 

Vanessa L

Pensando e escrevendo

Engraçado como aqui estou eu de novo, sentindo-me só. Por que toda vez caminho para esse ponto - o da solidão? Hoje eu sinto que não sou quem eu quero ser nem faço o que quero fazer... De novo, né? Novidade. Baaaaah. Eu devia tentar...Talvez...Se eu tentasse...Talvez desse certo! Tenho algumas cartas na manga amarrotada. Poxa. O tempo passa mesmo, né? E passa rápido.

Acho que sou mesmo um pouco pessimista.

O bom de 2015 é que tenho meu filho. E ele já cresceu tão depressa. Que coisa , não?
O bom de 2015 é que 2015 já praticamente acabou porque esse não foi um ano tão glorioso, exceto pelo meu filho que nasceu em Abril.

Posso dizer que a maior parte do que me ocorreu de ruim foi culpa minha mesmo. Saudade de 2014, quando conheci Argemiro. Saudade do homem que conheci ao telefone, que me amava mais que tudo nessa vida. Eita que ser humano é danado pra estragar as coisas boas.

Pois tomara que passe logo...
Sou meio doidinha mesmo. Imprevisível, como todos falam... Vai que daqui a um ano eu já terei alguma novidade...Não se sabe...O importante nessa vida é tentar...

sábado, 7 de março de 2015

Tédio

Queria aprender a ser feliz no presente, sempre, toda vez, todos os dias, em cada minuto, em cada instante.

Não seria tão mais fácil?

Como somos inconstantes...

Isso...Eu e você (Nós todos)

Uma mudança de humor repentina faz tudo parecer ter sido sempre cinza. Agoniante.

Eu to prenha agora, buchuda, pesada, cambaleante, andando de pernas abertas, trôpega.
Eu, há 09 meses, era forte, musculosa, determinada, inabalável.
Quero parir e passar noites em claro. Quero ocupar a mente com choro de bebê.
Eu não aguento mais essa "paz" exterior, essa calmaria, esse silêncio. Quero barulho!

... Até reclamar depois da falta de silêncio.
... E depois da falta de barulho...

Además, sinto falta do meu amor, do meu aconchego. Sinto falta do cheiro dele, do sorriso, do beijo, do carinho. Sinto falta das nossas conversas de madrugada. Sinto falta do meu encaixe perfeito. Pois, por enquanto, é isso mesmo - perfeito, perfeitinho...


Vanessa L