segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Agora vamos falar de churrasco

Acho que por duas ou três vezes na vida eu tentei não comer carnes, mas fracassei, claro. Consegui por no máximo oito meses ...

Quem é carnívoro de coração, sabe, não dá para resistir a uma boa picanha engordurada. Amo!

[Tentando falar de coisa boa para inverter as emoções,]

Lembrei de picanha, bem suculenta, embebida na manteiga de garrafa. Ô! Se amo!

Só quero deixar claro nesse post que eu gosto muito de Picanha. É isso.

Picanha, eu te amo!

Assinado: Vanessa L

Chorando um monte de lágrimas ouvindo Moska

Ouvindo Paulinho Moska e chorando um monte de lágrimas de saudade...
Nem vou prolongar muito esse assunto. Não quero entrar em detalhes Tô triste mesmo. É só saudade, não é nada tão grave. Mas saudade deixa o coração com frio, né...
As memórias voam na minha cabeça como cartas de baralho que alguém joga.
O passado já passou, mas ficou.
O passado sempre esteve presente. Ele sempre esteve aqui, mas é vulto - não consigo tocar.
Só agora me dei o direito de chorar.
Acho que fazia tempo que não chorava de verdade. E eu precisava. Ainda preciso espremer muito esse limão.
Se sinto tanta saudade assim , talvez meu presente não esteja sendo tão feliz. Ou talvez eu não esteja tão feliz no presente. Já entendi que não adiantam muito os "foda-ses"...
Saudade - Já inventaram empresa para tanta coisa, mas não criaram uma especializada em destruir saudades.

Vanessa L

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Por que camuflamos quem realmente somos?

Fazemos isso involuntariamente. Durante uma aula guiada de Meditação um dos principais objetivos é a observação de si mesmo. É tão especial ser quem somos. Sermos seres únicos e inigualáveis. Não somos iguais a nenhum outro ente no planeta Terra, e mesmo que tenhamos um irmão gêmeo, um será totalmente diferente do outro. E isso me parece interessante! O mundo é repleto destas belas estranhezas, seres únicos e solitários dentro de suas bolhas de ar... O oxigênio utilizado de maneira tão singular por cada um de nós. Deus é sabedoria.


Assimilado o conteúdo do parágrafo anterior entendemos, portanto, que não há como Fulano agir de maneira igual a Sicrano, pois Fulano e Sicrano são seres absolutamente distintos, com pensamentos e idéias talvez não opostos , mas devidamente personalizados, próprios a cada um. A realidade para Fulano e para Sicrano é percebida de maneira desigual...

Concluo que Sicrano não pode exigir que Fulano seja outrem, agindo de acordo com os ditames daquele. Seria extrema ignorância pensar que isso seja possível tendo como motivação um querer externo.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Dietas infalíveis que falham

Há mais ou menos 2 anos e meio eu iniciei uma saga atrás das dietas que prometem milagres - o milagre de enxugar 10Kg em 10 dias. Tô repelindo constantemente a idéia de iniciar um tratamento farmacológico (porque aí seria um caminho mais de boa). Uma das dietas que fiz foi a tal cetogênica (permissiva para gorduras de origem animal, queijos de todos os tipos, bacon, presuntos, vinhos...), uma dieta totalmente fora do padrão...

No décimo quinto dia da dieta eu não resisti a um prato de batatas fritas com Ketchup e Maionese, e a partir daí foi só folia... 

Esse ano quero ser uma mulher diferente.

Vou sair um 'pouco' desse foco de perder peso e tentar buscar meu equilíbrio físico e emocional (creio que a chave está aí), quero tratar minha ansiedade, buscar-me... Afinal, esse  não era o objetivo ?

Sobre a psicóloga que consultei, ela não é psicanalista , mas era super empática... Entretanto, meu objetivo é procurar mesmo alguém com uma linha psicanalítica, apesar de não rejeitar de todo os outros tipos de análises.

Esses dias, Heitor falou "eu te amo, mamãe". Foi tão acalentador. Quero comprar um colchão D33 para dormir com ele, no quarto dele. Quero mudar as minhas coisas para lá, e futuramente para um outro quarto. 

Meditação
Ayurveda
Yoga 
Dança
Musculação
Psicoterapia
Francês
Inglês



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Prenhez não mais

Hoje acordei de um sono melhor depois de um comprimidinho de Bromazepam. Dormi beeeem melhor. Vários dias tendo toda sorte de pesadelos não é nada fácil. A gente já acorda indisposta pro mundo real.

Marido já me tratou um pouco melhor do que ontem, talvez tenha a ver com o fato de eu ter dado um gelo grande nele ontem, embora sutil, acho que ele percebeu, mas também não pediu desculpas pelas patadas que me deu. É outro que precisa de terapia. Acho um absurdo eu ter que ficar agradecendo pelas compras de supermercado que ele faz. Tudo que ele faz tem que ser devidamento retribuído com um "obrigada", "Obrigada marido, por ter comprado a carne que você também vai comer". Affffff, complicado.  

Heitor é fofo. Ele acordou pedindo pra ver "caju, mamãe" - é uma pezinho de caju que está nascendo no terraço de casa. Ele adora esse contato com a natureza. Pena que não tenho me organizado para passear mais vezes com ele. Sinto falta disso. 

Ter filho é bom, mas se eu não tivesse dinheiro para encaminhá-lo para um creche, acho que já teria surtado de verdade (literalmente meeeeesmo). Sério...Como eu faria? Hoje eu sei como é. Admiro as mulheres que tiveram mais de dois filhos, e os criaram sozinhas, sem ajuda de ninguém ou com pouquíssima ajuda. São divas! Meu Deus! É muita despesa, é muita pressão, é muita doação. EU QUERO APENAS ESTE,  é suficiente, Tá bom...Basta! Em 2017, quero perder esta barriga que não me pertence (resquício ainda da gravidez e de muita comilança como forma de auto-sabotagem) e fazer a laqueadura tubária. Caso contrário, abstinência de sexo vaginal por váaaarios anos até menopausa, fia! Quero mais ficar prenha, não! Amo meu filho, mas a prenhez foi traumática para mim!

Não vou escolher palavras para descrever o que aconteceu comigo. De maneira bem resumida, eu pari um filho (lindo, cheiroso, inteligente, maravilhoso, que eu amo intensamente) e matei uma parte de mim que eu amava muito, a sonhadora, a menina que amava viajar, que amava aventuras, cheia de vontade de viver, que amava os esportes, que amava ter tempo livre, alguém por quem eu lutei por muitos anos. Quando finalmente consegui, eu gerei um menino. E, ao mesmo tempo em que me sentia obrigada (isso mesmo, obrigada, porque tive aquela melancolia pós-parto, além de dores muito intensas, sem um cristão que me receitasse a merda de um tramadol) a viver a alegria de um nascimento, também vivi um luto miserável. Meu filho não preenche o vazio desse luto, meu filho me dá muitas alegrias, me ensinou a ser mais prática e mais altiva na vida, mas não resgata aquilo que eu era. Quem deve resgatar aquela pessoa ( numa versão melhorada, claro) sou eu. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O caminho solitário de uma alma doente (Título nada a ver porque eu ia escrever sobre outras coisas e acabei escrevendo sobre casamento)

Diaxo. Tomei o primeiro comprimido de bromazepam e já senti uma vontadezinha de tomar o segundo. Sinal de coisa boa não é, neaah?. A vontade de escrever qualquer merda sobreveio. E vai ser assim, uma meleca de texto...

Amanhã tenho já a primeira consulta com uma nova psicanalista , em quem vejo a voz que ditará soluções para minha vida...Sei que no fundo eu penso assim, mas não é isso, não senhora - tô ciente. A voz que hei de ouvir é a minha própria, em meio a um emaranhado de vozes na minha cabeça. Estou triste, porque ando sabotando o pouco que resta da minha juventude. Estou gorda , e quando consigo emagrecer, eu engordo tudo de novo só de mal, como tudo que vejo pela frente. É sabotagem meeeesmo, boicote! Boicote...Acho essa palavra ridícula. Boi - cote. É quase um boi fazendo cotação. Rs Ando ouvindo uns áudios de meditação pelo Youtube. Muito bons. Mas ouvir apenas uma vez não me tornará uma pessoa mais leve e cheia de sabedoria, que era o que eu gostaria de ser... Não, mas antes disso, eu queria escrever mais e gravar um CD, e até hoje não entendo que obsessão é essa, sendo que , como meu marido diz, nem escrevo tão bem assim. Ele acha que eu me acho uma escritora fodoooona...Não, no máximo eu sou a medalha de prata do festival de poesia da escola. Sério, era isso mesmo. Mas nem me importo tanto. Eu gosto de escrever e muito tempo depois ler o que escrevi. Estava até pensando em voltar aos diários , pois tenho percebido que meus lapsos de memória só pioraram nos últimos dois anos. Associo isso à resistência insulínica descoberta recentemente - Será que suco detox ajudaria? Rsrs....Suco detox para turbinar seu cérebro...Tchan raaaaaaaan! 

Falando ainda do casamento - continuando o post passado - ando tão desanimada, tão, tão, tão, tão desanimada, e não é por falta de amor dentro de mim, tampouco por excesso dele. Sei que tenho só dois anos de união, nem sequer teve pedido oficial, sabe... Meu marido tem uma rejeição muito grande ao romantismo...A grande questão é que perdemos a sintonia. Estamos desafinadíssimos. Como não posso mudá-lo, estou tentando me reencontrar (sei que me prometi isso há alguns posts, mas acho que esse é um processo demorado, tão demorado que me dá um pouco de preguiça só de pensar). As indagações são: Será que meu marido gosta de mim? Será que ele me perdoou pelas coisas que eu disse durante meu período gestacional? Será que meu marido também pensa em se separar , às vezes? Será que ele me admira? Sinceramente, as respostas são vários nãos na minha cabeça. Uma amiga me aconselharia a conversar com ele e falar tudo que eu sinto, mas que coisa, querida, eu já falei tudo isso para ele, tudinho, bem soletradinho, bem escritinho, e as coisas não caminham para melhor. É um saco, sabe? 

A questão não é só financeira. É uma puta falta de vontade de exercer um papel de companheiro,de não melecar o chão do banheiro, de trocar uma lâmpada, de fazer um elogio, de ser carinhoso e não só pensar em minha bunda, como se eu fosse uma bunda ambulante, de ir ao teatro comigo e depois um jantar romântico a meia luz, de fazer um projeto de viagem mesmo que seja de ônibus, de sentar e fazer as contas, para ver o que sobrou e, daí, fazer o planejamento necessário, de não acumular tanto bagulho tais quais planfetos e jornais de propagandas de produtos de supermercados ou cursos que ele nunca fará. Sei lá...Talvez de me dar uma força, me colocando pra cima ao invés de falar mal da minha família. Mesmo com essas drogas de defeitos eu gosto dele porque ele é cheiroso quase sempre,  gosta de conversar sobre coisas aleatórias, não tem vícios e é um ser humano não cafajeste (pelo menos, parece).

Foda, né? Aí andei observando e pesquisando e observando mais...Todo mundo tem problemas com marido / mulher / família. E aí? Casar é bom ? Temo dizer que casar é bom, mas que , se possível, cada um viva em sua casa própria, ou pelo menos tenha cada um seu próprio banheiro. A confusão toda começa no banheiro. 

Sim, aí é isso.  Casamento uma bosta, vida uma bosta, exceto pelo filho que é uma bolinha fofa e alegre  - amo meu baby.

Agora pensarei tanto em mim que as pessoas vão me achar meio doidinha...
Fodam-se de antemão. 

Vamos nos comunicando.

Link para o vídeo de meditação que me ajudou bastante: https://www.youtube.com/watch?v=pjOjDzUQF9Q