sábado, 21 de janeiro de 2017

Dietas infalíveis que falham

Há mais ou menos 2 anos e meio eu iniciei uma saga atrás das dietas que prometem milagres - o milagre de enxugar 10Kg em 10 dias. Tô repelindo constantemente a idéia de iniciar um tratamento farmacológico (porque aí seria um caminho mais de boa). Uma das dietas que fiz foi a tal cetogênica (permissiva para gorduras de origem animal, queijos de todos os tipos, bacon, presuntos, vinhos...), uma dieta totalmente fora do padrão...

No décimo quinto dia da dieta eu não resisti a um prato de batatas fritas com Ketchup e Maionese, e a partir daí foi só folia... 

Esse ano quero ser uma mulher diferente.

Vou sair um 'pouco' desse foco de perder peso e tentar buscar meu equilíbrio físico e emocional (creio que a chave está aí), quero tratar minha ansiedade, buscar-me... Afinal, esse  não era o objetivo ?

Sobre a psicóloga que consultei, ela não é psicanalista , mas era super empática... Entretanto, meu objetivo é procurar mesmo alguém com uma linha psicanalítica, apesar de não rejeitar de todo os outros tipos de análises.

Esses dias, Heitor falou "eu te amo, mamãe". Foi tão acalentador. Quero comprar um colchão D33 para dormir com ele, no quarto dele. Quero mudar as minhas coisas para lá, e futuramente para um outro quarto. 

Meditação
Ayurveda
Yoga 
Dança
Musculação
Psicoterapia
Francês
Inglês



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Prenhez não mais

Hoje acordei de um sono melhor depois de um comprimidinho de Bromazepam. Dormi beeeem melhor. Vários dias tendo toda sorte de pesadelos não é nada fácil. A gente já acorda indisposta pro mundo real.

Marido já me tratou um pouco melhor do que ontem, talvez tenha a ver com o fato de eu ter dado um gelo grande nele ontem, embora sutil, acho que ele percebeu, mas também não pediu desculpas pelas patadas que me deu. É outro que precisa de terapia. Acho um absurdo eu ter que ficar agradecendo pelas compras de supermercado que ele faz. Tudo que ele faz tem que ser devidamento retribuído com um "obrigada", "Obrigada marido, por ter comprado a carne que você também vai comer". Affffff, complicado.  

Heitor é fofo. Ele acordou pedindo pra ver "caju, mamãe" - é uma pezinho de caju que está nascendo no terraço de casa. Ele adora esse contato com a natureza. Pena que não tenho me organizado para passear mais vezes com ele. Sinto falta disso. 

Ter filho é bom, mas se eu não tivesse dinheiro para encaminhá-lo para um creche, acho que já teria surtado de verdade (literalmente meeeeesmo). Sério...Como eu faria? Hoje eu sei como é. Admiro as mulheres que tiveram mais de dois filhos, e os criaram sozinhas, sem ajuda de ninguém ou com pouquíssima ajuda. São divas! Meu Deus! É muita despesa, é muita pressão, é muita doação. EU QUERO APENAS ESTE,  é suficiente, Tá bom...Basta! Em 2017, quero perder esta barriga que não me pertence (resquício ainda da gravidez e de muita comilança como forma de auto-sabotagem) e fazer a laqueadura tubária. Caso contrário, abstinência de sexo vaginal por váaaarios anos até menopausa, fia! Quero mais ficar prenha, não! Amo meu filho, mas a prenhez foi traumática para mim!

Não vou escolher palavras para descrever o que aconteceu comigo. De maneira bem resumida, eu pari um filho (lindo, cheiroso, inteligente, maravilhoso, que eu amo intensamente) e matei uma parte de mim que eu amava muito, a sonhadora, a menina que amava viajar, que amava aventuras, cheia de vontade de viver, que amava os esportes, que amava ter tempo livre, alguém por quem eu lutei por muitos anos. Quando finalmente consegui, eu gerei um menino. E, ao mesmo tempo em que me sentia obrigada (isso mesmo, obrigada, porque tive aquela melancolia pós-parto, além de dores muito intensas, sem um cristão que me receitasse a merda de um tramadol) a viver a alegria de um nascimento, também vivi um luto miserável. Meu filho não preenche o vazio desse luto, meu filho me dá muitas alegrias, me ensinou a ser mais prática e mais altiva na vida, mas não resgata aquilo que eu era. Quem deve resgatar aquela pessoa ( numa versão melhorada, claro) sou eu. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O caminho solitário de uma alma doente (Título nada a ver porque eu ia escrever sobre outras coisas e acabei escrevendo sobre casamento)

Diaxo. Tomei o primeiro comprimido de bromazepam e já senti uma vontadezinha de tomar o segundo. Sinal de coisa boa não é, neaah?. A vontade de escrever qualquer merda sobreveio. E vai ser assim, uma meleca de texto...

Amanhã tenho já a primeira consulta com uma nova psicanalista , em quem vejo a voz que ditará soluções para minha vida...Sei que no fundo eu penso assim, mas não é isso, não senhora - tô ciente. A voz que hei de ouvir é a minha própria, em meio a um emaranhado de vozes na minha cabeça. Estou triste, porque ando sabotando o pouco que resta da minha juventude. Estou gorda , e quando consigo emagrecer, eu engordo tudo de novo só de mal, como tudo que vejo pela frente. É sabotagem meeeesmo, boicote! Boicote...Acho essa palavra ridícula. Boi - cote. É quase um boi fazendo cotação. Rs Ando ouvindo uns áudios de meditação pelo Youtube. Muito bons. Mas ouvir apenas uma vez não me tornará uma pessoa mais leve e cheia de sabedoria, que era o que eu gostaria de ser... Não, mas antes disso, eu queria escrever mais e gravar um CD, e até hoje não entendo que obsessão é essa, sendo que , como meu marido diz, nem escrevo tão bem assim. Ele acha que eu me acho uma escritora fodoooona...Não, no máximo eu sou a medalha de prata do festival de poesia da escola. Sério, era isso mesmo. Mas nem me importo tanto. Eu gosto de escrever e muito tempo depois ler o que escrevi. Estava até pensando em voltar aos diários , pois tenho percebido que meus lapsos de memória só pioraram nos últimos dois anos. Associo isso à resistência insulínica descoberta recentemente - Será que suco detox ajudaria? Rsrs....Suco detox para turbinar seu cérebro...Tchan raaaaaaaan! 

Falando ainda do casamento - continuando o post passado - ando tão desanimada, tão, tão, tão, tão desanimada, e não é por falta de amor dentro de mim, tampouco por excesso dele. Sei que tenho só dois anos de união, nem sequer teve pedido oficial, sabe... Meu marido tem uma rejeição muito grande ao romantismo...A grande questão é que perdemos a sintonia. Estamos desafinadíssimos. Como não posso mudá-lo, estou tentando me reencontrar (sei que me prometi isso há alguns posts, mas acho que esse é um processo demorado, tão demorado que me dá um pouco de preguiça só de pensar). As indagações são: Será que meu marido gosta de mim? Será que ele me perdoou pelas coisas que eu disse durante meu período gestacional? Será que meu marido também pensa em se separar , às vezes? Será que ele me admira? Sinceramente, as respostas são vários nãos na minha cabeça. Uma amiga me aconselharia a conversar com ele e falar tudo que eu sinto, mas que coisa, querida, eu já falei tudo isso para ele, tudinho, bem soletradinho, bem escritinho, e as coisas não caminham para melhor. É um saco, sabe? 

A questão não é só financeira. É uma puta falta de vontade de exercer um papel de companheiro,de não melecar o chão do banheiro, de trocar uma lâmpada, de fazer um elogio, de ser carinhoso e não só pensar em minha bunda, como se eu fosse uma bunda ambulante, de ir ao teatro comigo e depois um jantar romântico a meia luz, de fazer um projeto de viagem mesmo que seja de ônibus, de sentar e fazer as contas, para ver o que sobrou e, daí, fazer o planejamento necessário, de não acumular tanto bagulho tais quais planfetos e jornais de propagandas de produtos de supermercados ou cursos que ele nunca fará. Sei lá...Talvez de me dar uma força, me colocando pra cima ao invés de falar mal da minha família. Mesmo com essas drogas de defeitos eu gosto dele porque ele é cheiroso quase sempre,  gosta de conversar sobre coisas aleatórias, não tem vícios e é um ser humano não cafajeste (pelo menos, parece).

Foda, né? Aí andei observando e pesquisando e observando mais...Todo mundo tem problemas com marido / mulher / família. E aí? Casar é bom ? Temo dizer que casar é bom, mas que , se possível, cada um viva em sua casa própria, ou pelo menos tenha cada um seu próprio banheiro. A confusão toda começa no banheiro. 

Sim, aí é isso.  Casamento uma bosta, vida uma bosta, exceto pelo filho que é uma bolinha fofa e alegre  - amo meu baby.

Agora pensarei tanto em mim que as pessoas vão me achar meio doidinha...
Fodam-se de antemão. 

Vamos nos comunicando.

Link para o vídeo de meditação que me ajudou bastante: https://www.youtube.com/watch?v=pjOjDzUQF9Q



sexta-feira, 22 de julho de 2016

Como me reencontrar?

Vou começar por onde eu me encontrei pela primeira vez, aos 12 anos de idade, escrevendo poesia na sala de jantar.

Um sonho antigo - ter um livro publicado. E livro é assim - Você publica alguns exemplares, se acha o máximo, mas aquilo não sai mais da prateleira da sua irmã e de alguns amigos pingados... Preparada pra isso. Não me importo. O compromisso será comigo. Então, farei parceria com algum desenhista (ou não, porque daí vai dar mais trabalho, né.) e levarei rascunho para a gráfica. Fim de papo.

O livro será de contos práticos, a maioria com bom humor e etecétera. A intenção é divertir. Não quero fazer ninguém chorar, Tinha textos muito tristes e bem escritos, mas estes estão fora de cogitação.


Bom uma ova.

Me disseram que era bom.
Uma ova.
Fui lá. Vi que não era. Quando quis voltar, já não lembrava mais o caminho de volta.
Senti-me como uma senhorinha com Alzheimer no meio do Labirinto.

Ainda estou lá. E eu aqui - Esperando-me eternamente.

Sei que sou meio doida e uma hora destruo todas essas paredes e, consequentemente, os caminhos por elas determinados.

Já fiz mil cálculos e desenhei mentalmente alguns planos de fuga. Mas, como faz tempo que não me encontro, não sei mais como estou deveras.

Sinto meu SuperID inflado e meu ID pequenininho. Talvez se eu fosse mais corajosa... Talvez se eu fosse atrás de mim (com afinco!)... Poderia ser uma grande aventura... Como quando se faz um mochilão sem muita grana, sem muitos recursos...

É. Vamos lá. Pelo menos, pode ser divertido.

Agora o leitor deve estar a se perguntar do que eu falava na primeira linha. O leitor vai se dar conta ao longo dos vários textos.

Iniciarei uma busca incessante por mim a partir de agora e isso pode ser uma grande aventura (só espero que não seja mais um daqueles meus episódios de hipomania)

Hasta luego.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Discurso da saudade (Ubinzal e Abaixadinho)

Segredo mesmo. Não sabia que aquilo aconteceria tão rápido. O hábito de estar ali todas as terças-feiras fez com que eu esquecesse do que me esperava. Eu chegava lá, depois de uma longa viagem, sentava, trabalhava - às vezes, com calma, às vezes, depressa. Mas a cada semana, ia encontrando um olhar novo, um sorriso, uma lágrima, um repentino aperto de mãos. E as repetidas faces que ali adentravam e me encaravam, com suas falas prontas e aparentemente ensaiadas, tornaram-se permanentemente familiares. E aquele processo inteiro de ir, viajar um caminho longo, sentar-me na cadeira, ligar o ventilador barulhento, e revisitar aqueles rostos continuamente com seus sofrimentos constantes, fazia com que eu voltasse para casa com a sensação de ter levado sempre um retalho costurado à minha alma. E, assim, ao longo de meses, foram vários retalhos que se costuraram à minha alma. A partir daí, eu já conhecia a mágoa e a alegria de mauitos. Por mais que não fosse vizinha, parente ou agregada, a sensação era a de ser... Uma vizinha que morava longe. Como eram poucos, por mais displicente que eu pudesse ser, a lembrança de suas fisionomias, suas vozes, suas histórias, suas gargalhadas entremeadas por dores, ficavam presas em meus pensamentos nas viagens de retorno. Foi quando o suposto fim [porque tudo finda] começou a tornar-se doloroso para mim. Doloroso porque me apeguei a eles de maneira que nunca imaginei, em pouco mais de um ano. Doloroso porque esse processo de afeiçoamento foi tão sutil, que não deixou que eu o percebesse a tempo de esquivar-me. Não é que alguém tivesse demonstrado tão explicitamente que simpatizava comigo, mas as suas constantes presenças, com sua simplicidade e sua afabilidade fizeram com que eu simpatizasse com eles.

Vanessa L

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Quem realmente somos

Vamos esvaziar um pouquinho a mente das coisas superficiais e tentar pensar em quem realmente somos?

Talvez, se não chegarmos a ponto nenhum, a resposta alguma, talvez nos saciemos com aquela sensação de completude, quando não nos contorcemos com a obrigação de ser alguém e, sendo, a de fazer algo imposto por outrem.

Por que ser?
Por que ter?
Por que fazer?

Não.
Não há necessidade de nada.
De nada - a não ser de si mesmo. E pronto. Simples.
Cada dia um conto. Cada dia um processo, que finda quando o sono chega e os olhos cerram.

Gosto de ser quem sou. Tenho sensibilidade para ser quem sou. Os outros é que não têm.

Por ser médica, as pessoas que me contemplam (meus expectadores) esperam de mim uma postura similar a dos médicos que essas mesmas pessoas já conhecem. Essas pessoas esperam que um médico, aliás, um bom médico, seja bem vestido, tenha um I phone de última geração, tenha um toyota corolla, tenha um bom discurso, tenha os cabelos bem cuidados, etecétera.

Fujo disso - eu acho.
Mas vamos lá.
Deixo que me critiquem porque eu tenho um carro básico. Deixo que me critiquem porque meu celular não é um Iphone. Deixo que me critiquem porque não me visto como uma pavoa, tampouco falo como uma lady. Talvez eu esteja mais pra Lady Gaga...Enfim...

Ciente disso.

Meu foco é aliviar o sofrimento alheio. E faço isso com todo o meu coração. Ponto.

Vanessa L